Uma pesquisa encomendada pela iZettle, empresa sueca de soluções de pagamentos e serviços financeiros, traçou o perfil e investigou os principais desafios dos pequenos empreendedores, especialmente na categoria MEI (Microempreendedor Individual). Entre outros dados, o levantamento mostra que 49% dos executivos possuem o ensino superior e apenas 18% possuem pós-graduação ou doutorado.

Produzido pela Qualibest, o estudo recolheu depoimentos de 831 pessoas. Na avaliação da iZettle, o índice de escolaridade superior é considerado alto para os padrões brasileiros. Isso teria uma relação com o aumento do desemprego no país ocasionado pela crise econômica.

“Muitos profissionais que tinham uma carreira bem estabelecida no varejo e na indústria, dois dos setores mais atingidos pela recessão, perderam os empregos e usaram sua expertise para abrir o próprio negócio”, pondera Daniel Bergman, CEO da iZettle no Brasil, que completou: “Como efeito colateral positivo, a formação desses profissionais pode resultar na geração de uma safra de novos negócios com mais potencial para sobreviver e se desenvolver no longo prazo”, analisa Bergman.

Perfil econômico do MEI

Outra importante informação presente na pesquisa cita o perfi econômico do Microempreendedores Individuais (MEI), que já soma mais de 6,5 milhões de participantes. De acordo com o estudo, 50% dos entrevistados têm faturamento de até R$ 60 mil por ano, teto da categoria MEI. Entre eles, 21% faturam menos de R$ 15 mil; 12% entre R$ 15 e R$ 30 mil; 9% estão na faixa de R$ 30 a R$ 40 mil; e 8% entre R$ 40 e R$ 60 mil.

Áreas de atuação

O levantamento também verificou os diferentes setores de atuação da pesquisa. Do total, 42% dos empreendedores na categoria serviços, sendo que 25% prestam consultoria ou exercem alguma atividade ligada a tecnologia da informação.

Em seguida, ainda na categoria serviços, há empreendedores nas áreas de contabilidade ou jurídicos empatados com reparos domésticos ou automotivos, ambos com 12% da fatia. Depois, vem educação e serviços pessoais (ambos também com 7%).

O varejo é o segundo maior segmento, com 18% das menções – destaque para vestuário e acessórios, área de 39% dos varejistas. O próximo setor mais citado é o de alimentos, bebidas e hotelaria, com 15%. Dentro dessa categoria, cafeterias, restaurantes ou padarias representam 33% do bolo, e os serviços de buffet, 20%. Saúde e beleza aparecem em terceiro lugar entre os segmentos, com 10% das menções, onde 40% são representados por cabeleireiros, barbeiros e SPA. Por último, está a categoria de lazer e entretenimento com 9%, quase a metade deles, 44%, com foco em artesanato.

Pagamentos com cartão

Em relação aos meios de pagamentos, a maioria (53%) dos entrevistados aceita pagamentos com cartão. Com metodologia de múltipla escolha, 61% dos empreendedores apontaram a importância de oferecer mais opções para os clientes, 53% elencaram a praticidade e 43%, a segurança. Depois disso, os motivos mais citados para venderem com cartão são a tecnologia (36%), o grande volume de vendas perdidas (31%), o fato de concorrentes já oferecerem essa forma de pagamento (20%), evitar calotes (10%), influência de propagandas na TV (7%) e indicação de amigos (5%).

Entre os que não aceitam cartão como meio de pagamento (47%), a maioria é autônoma sem registro (66%) e justifica que os clientes não efetuam pagamentos dessa forma (34%) ou que o negócio ainda é novo (20%). O aluguel caro das máquinas e as altas taxas de transações são apontados como barreiras por 33% dos entrevistados que não aceitam cartões. “Esses questionamentos já tinham sido mapeados pela iZettle em 2013, quando chegamos ao Brasil. Por isso mesmo, acabamos com a cobrança do aluguel pelo máquina e introduzimos o pagamento em 2 dias, minimizando o impacto das taxas no capital de giro dos empreendedores”, explica Bergman.